10 fevereiro 2008


hey você! ali parada com o olhar desesperançoso, com a ferida a mostra.

hey você! pare de sorrir falsos sorrisos. mostre aquele seu verdadeiro.

largue a vodka. os problemas somem agora, mas e quando você ficar sobria?

ele tá indeciso. e a tua cicatriz aumenta.

ele faz juras pra outra. e você olha.

sei que cansou de ser a que toma atitude. mas ele algum dia já tomou?

parece estar pressionando demais.... mas não foi ele que te deu um bolo?

hey você! que bom que foi dançar ontem. Tirou o que sentia pelo cansaço dos pés?

cantou seus sentimentos fora? pelo olhar direcionado ao msn eu sei que não.

mas e dai? ele não escolheu, nem vai dizer se escolher.

sorria porra. pegue a borracha e apague.

se não conseguir eu te empresto o meu coração. ele ta quebrado. mas quem sabe você não pense mais naquele idiota.

hey, vai se sujar de tinta verde. e vê se sorri.

vou estar observando. enquanto ele vai estar perdendo, aquela boba que ele diz que não esqueceu.

02 fevereiro 2008

meu castelo pode cair. irei caminhar entre as ruinas, e logo que cruzar a esquina de algo que fora um belo corredor, irei te encontrar, pegando cada um dos pedaços de pedra e tentando cola-los. Pouco a pouco, o suor irá nos ajudar a reconstruir o castelo. E entre as pedras, as coisas que você me ensinou ficarão cravadas. E as coisas que eu lhe disse estarão entre elas, mantendo o castelo em pé.
no fim, tanto a princesa quanto a menina robo, vão se transformar, e perceber que há muito mais do que a visão de seus castelos.

29 janeiro 2008


o toque dos cabelos caindo nos ombros, a postura levemente errada, blocos espalhados pela mesa, remédios logo ao lado, fone de ouvido, música alta. Sob a cadeira se encontra o coração doce, determinado e ferido.

música alta, nem mesmo a voz familiar a salva. lembranças de um ser doce, atormentam. não queria estar assim... gostar tanto...

fotos erradas em lugares errados. pensamentos errados, gestos errados. ir aonde não devia. tudo soa errado...

em meio aos tons das teclas de um piano, se imagina passos dali, em alta velocidade. sentada num balanço, na era da infância. tenta com todo o coração trazer aquele sentimento doce de volta.

ela vai ficar bem, estará naquele balanço, com o coração doce e determinado, um band aid no lugar do machucado. tudo se cura.... lembranças também irão um dia se apagar... e gostar, will be erased

27 janeiro 2008

tem-se dias em que tudo é otimo. amigos engraçados. dia com um bom vento. risadas. solarium a luz de cinco fracas luzes. calor humano.
você está lá. rindo. mas só a observar aquelas figuras.
e vendo-as vem um sorriso cálido. mas a agonia de um sonho despedaçado pesa. como um muro retem o calor.
e você está la, andando, vento nos cabelo. toque cálido de um que você gosta. misteriosamente, as palavras que explicam o fim de um belo sonho saem. o peso vai com elas. mas o orgulho segura as lágrimas e uns bons kilos da situação...
quem sabe, um dia, deitada num colo cálido, em meio a escuridão, as lágrimas caiam, de um, jeito que deseja que caiam hoje.

15 janeiro 2008

uma morena e uma ruiva-loira, descem a rua com sorissos no rosto.
A voz alta de ambas deixa rastros de alegria nos rostos incógnitos que passam.
irmãs, nana's, médica e diplomata. impressões de um futuro mais próximo que se espera.
amizade, atada por um laço invisível, as conecta até a Irlanda.
promessa do futuro. divida do passado.
lágrimas, risadas, distancias, proximidade, ex namorados, antigos amigos. Tudo passa por elas.
E de mãos dadas elas caminham, sorrindo e falando de ratos com pirulitos e feddie mercury rebolando.

14 janeiro 2008


a cena de novo. aquele passado apagado com borracha...

e quem diria, a depressão bateu a porta e alguém abriu.

aquele estado de necessidade de fazer loucura. de nunca estar sozinha.

aquela carência interminável. tudo gera confusão.

sempre soube o que senti e o que não senti.

só preciso manter a certeza disso.

o amanha? espero que melhor.

os dias contados para um possível fim da agonia.

uma cirurgia minuciosa, pode retirar a pincha àquela que um dia bateu a porta.

13 janeiro 2008


absurdamente confusa. Fones de princesa leia no ouvido.

Mesma música um zilhão de vezes.

erase. erase. erase, my name, can you do that?

Coração batendo forte. Muito a assimilar.

a pergunta ronda em negrito: o que sente em relação a....


estranho desejo oculto de poder ibernar eternamente num abraço calido....

12 janeiro 2008


last nigt she said, "girl i need your help! i've fall for your ex!"

"is he like that? tell me about him"

"he did that to you?"

"ow, you know him so well!"

but on the other side of the connection,

i stand saying the true, with teary eyes.

Somehow i said, go on, be his girl.

I must have grown up, but in still scare of the lights that came with rain...

When did I say goodbye to the girl that always want their ex to continue into her?

Goodbye dear ex, i'm gonna try to forget how i felt for you.

Hope you enjoy your new smile, with the girl i knew you were gonna get.

08 janeiro 2008


o badalar do tic tac do relogio diz ser três horas da manha. a menina encolhida e recoberta num lençol, deixa extravazar por cinco minutos suas lágrimas.
ao som daquele bater de teclas do piano, que um dia a salvara, deixa as lágrimas lavarem sua alma.
era dele, aquele que voltara, o celestial som. A cicatriz que escondia na alma, significava a lição aprendida.
Se dá, toda noite, cinco minutos. Onde nada, além do som, além das lágrimas, além dela existem.
A vergonha de chorar some. O alivio de mostrar a dor vêem. Era assim que terminava todos os dias ruins. Com lágrimas e um sorriso ao fim.
Porque ela sabia, que assim como ele, tudo ficaria bem. E só assim se permitia pensar.
Fora a lição que tirara da historia que a magoara. É uma das coisas que mais ama sobre ele. Ele a ensinara a viver de novo e a salvara com aquela música.

02 janeiro 2008


incapaz de se mover. havia tentado faze-la entender. não era a primeira vez.

cada dia era um jeito diferente. hoje, sentia falta dos dias bons. ela berrava e inventava uma situação inexistente. tudo fora causado por um tom.

a menina falava. ela não ouvia.

não ouvia nada fazia tempos.

não era a mãe da garota mais.

a garota a olhara com olhos marejados, não reconhecia ali a pessoa que tanto amava.

doia, uma dor aguda e profunda, não era uma dor física.

ela temia esse dia.

teria que tomar providencias... já se falava em interna-la...

a dor expremida por lágrimas....

a dor que não passava.

o medo.

apenas queria sair dali...

25 dezembro 2007

A claustrofobia não era nada agora. A prisão vinha de dentro. Não cantava há dias.
Sentada no canto, se sentia pequena, as paredes floridas e branco-azuladas pareciam se sobrepor a ela, a abraçando e a protegendo. Não ouvia os sons de la fora, daquele apartamento que lhe causara lágrimas. Quando era casa, era assim tambem?
Na suas lembranças só vinham sorrisos. Por que tinha que ser diferente?
A ceia de natal deveria estar posta. Rica e típica. Pessoas soridentes em volta.
Aonde estes fantasmas se esconderam? Não parecia natal. Este ano não teria natal...
Sentada, no chão frio alaranjado do banheiro. Escapatoria. Encara com a visão turva as flores no azuleijo branco. Uma febre de desespero a atinge. 'hoje não, porfavor, hoje não'. Era noite de natal e ela jurou se recusar a sentar a mesa, caso todos não estivesse lá. A mãe na cozinha a reclamar e exagerar situações. O pai foi dar uma volta. Aparentemente não voltaria para jantar.
O pesadelo infantil, a possibilidade de divorcio. Ela não poderia escolher.... tudo por conta de problemas financeiros, era contra o que lhe foi ensinado...
Música alta, chuveiro ligado. Fusão de água doce e salgada. Ela se pergunta aonde está o amor... e por que ele não basta....

24 dezembro 2007


lagrimas vermelhas escorrem pelo rosto colorido pela falta de sol na cidade. a raiva roxa que sobe pela espinha. o corpo dolorido. marcas de um dia cansativo de trabalho, de uma perseguição constante. broncas por coisas que nunca fez. a frustação e a raiva crescem. outros fazem absurdos, ela segue pelas leis. um amigo ao telefone, tentativas de acalmar. entrar no carro e ouvir palavras doces. expremir toda a raiva por lágrimas. o coração batia raivoso. ela não era assim.favoritismo insignificativo a tornara assim. lá não voltaria depois de alguns dias. no fundo o desejo intenso de não voltar lá jamais. a responsabilidade a fazendo pender para frequentar até o fim do mês. somente mais alguns dias.... eles terão que passar rápido.

17 dezembro 2007


sensação de dezembro. aquela estranha vontade não expressada de chorar. a incapacidade das coisas em volta. Essa sensação envolve e se soma a inumeras outras.
pessoas soam mais grossas. a garota se isola no reempilhamento de camisas da loja verde-amarela. paredes invisiveis deixam passar algumas risadas, isolamento.
aquelas doces cores da amizade perfeita soam distantes em meio a correria de compras de natal. não há árvore em casa.ha quanto tempo ela não canta? não há rosas vermelhas.
uma decima oitava rosa branca esta pra ser entregue. mostra o fim deste dezembro.
sinto falta das doces comemorações rosas-amerelas.
aquelas rosas se perderam nas pilhas reemepilhadas de camisas verde-amarelas ou no sentimento de dezembro?

05 dezembro 2007

Segurança, era como minha mente o via. Alguém que nunca tinha problemas. E se tinha, não o afetavam tanto. Telefonemas, aquela voz de desespero. Desconhecida. "Ele vai ficar bem?". Pela primeira vez senti-me no lugar dele. Alguém que daria colo e faria a situação melhorar. Tomei as providencias, o acalmei. Recebi aquela figura que tenho como um pai. Fiquei ao lado da cama dele, olhando o olhar constrangido e frágil. Rimos. Ele entra pela porta. Toda a pressa do universo em seus passos. Sobe na cama e abraça o pai longamente. "Eu estou bem".Rose entra com os seus passos pequenos, trazendo uma bandeja de comida.Nós retiramos do quarto. Um ar de tristeza ressoa nos olhos dele. O abraço. Sinto as lágrimas molharem a minha camisa. A força com que me abraça é tanta. Reconheço essa necessidade de se sentir seguro. Ele se desvencilha dos meus braços. Enxuga as lágrimas e agradece. Voltamos ao quarto. Fico sentada na poltrona observando, até que ambos caem no sono.Me retiro. Aviso a Rose. "me ligue qualquer coisa"

Pela manhã volto aquele apartamento, ainda estavam dormindo. entro no quarto para ver se esta tudo bem. O andre desmarcou os compromissos. A cabeça dele no edredon, dormiu de joelhos ao lado do pai. Seus olhos deixam claro, chorou até dormir. Um beijo na testa e ele acorda. me puxa e me abraça. "ele não vai partir agora vai?". Sorrio. Entre os travesseiros soa uma voz. "Não, eu tenho que ver o casamento de um de vocês dois ainda. Não vou deixar meus filhos antes disso."Lágrimas caem de meus olhos, dos olhos dele. Dou um beijo na testa daquele pai de coração. Tudo vai ficar bem.

30 novembro 2007


Como um raio, atravessa cada nervo de seu corpo, arrepiando-a. Ao toque da meia-noite, sempre certeiro, era o mês de dezembro.

Ela sabia que ele chegaria, era inevitável. Mas, esse ano um relance de esperança surgiu. O dito inferno astral, que ela se forçava a acreditar veio antes e sumiu sem sinal de voltar. Ela se encontarava feliz, pela primeira vez em muito tempo, no mês de novembro.

Como era de se esperar um relacionamento dela acabou em pleno inferno. Ou acabava ou começava. Era uma regra, silenciosa e injusta. Inesperadamente, este inferno inrregular, trazia esboços de um começo. Seria possível ?

Enquanto cada pêlo do corpo da jovem se arrepiava, uma carência lhe subia pela espinha. Não havia sentido. Mas a crença certeira lhe trazia, no soar dos sinos das cidades históricas, a solidão típica do mês.

Não há palavras para descrever as cicatrizes de dezembro. Há, ao se olhar atentamente, um olhar profundo, magoado e sofrido, com aspirações de tristezas por trás da careta e da língua de fora. Detalhes que apenas um não-tolo podia notar.

O raio se exprimia de modo a contaminar cada canto daquelas quatro paredes. Dezembro, o mês celebre, contaminava o mundo e aquele canto branco.

Em meio a escuridão da luz artificial apagada, colocava a suas mãos brancas com esmaltes descascados em torno de uma vela. Estava tão próxima a chama. Aquele fio de luz que permanecia em meio o rito que fazia. Queimar o passado, se preparando para o futuro.

Tinha que ser apenas mais um mês. Dessa vez tentaria não ceder ao raio. Aquele sorriso que esboçava havia dias, iria permanecer. Essa era a sua promessa, seu desejo, sua meta traçada cuidadosamente para alimentar a sua chama e a sua deusa.

E esse sorriso seria a sua única resposta ao raio, ao badalar e ao novo mês.

12 novembro 2007

volta a fita, reve o passado. revive o momento.
casa vazia, sinais de moveis arrastados.
ela, fica quase imovel, reparando na imensidão das paredes pêssego.
a imagem de três crianças correndo se estende para o mundo real.
ela era uma delas. as lembranças correm, senti toda aquela alegria e conforto de novo.
ali era um lar.
relembra com exata perfeição onde cada movel estava.
podia andar de olhos fechados e nunca esbarrar em nada.
nunca mais sentiria essa segurança.
diz, adeus.
tenta segurar as lágrimas, relembra da árvore que um dia colocou um band aind.
ela ainda ia permanecer la.
a rua passa. o carro acelera, o adeus se torna sólido.
não quer dizer adeus.
fecha os olhos, evitando que as lágrimas caiam.
o carro para. ela olha de relance, esse seria o seu novo teto.
seis anos depois,
quem diria, mesma epoca do ano.
deveria ser algo haver com o inferno astral.
malas feitas.
não era um lar, mas era um teto.
olha pra trás, se lembra da nuvem preta que cubriu a sua familia.
se que ainda era uma familia.
o tempo, o novo teto, desgastaram o que eles eram.
os últimos seis anos se tornaram um borrão...
só os momentos triste lhe vem a memoria.
não era um lar.
mas era um teto....

11 novembro 2007


milhares de páginas abertas na mesa, na tela do computador...
Uma foto, um olhar, arrependimento?
talvez não... mas um resquício do que quase sentiu...
não, não volta atrás. foi o melhor. o passado passou, e mesmo a perseguindo por meio a frases e faces, não desiste do que fez.
sempre foi assim, desde que perdeu aquilo que mais amava.
as feridas tapadas com band-aid's pequenos demais para estancar os rios vermelhos de lágrimas imateriais.
o medo, rondando e matando os tecidos que tentam se regenerar. o pesadelo que se aproxima com o entardecer.
ele nunca entendeu, nunca viu por trás dos olhos da face soridente, a menina assustada.
prefiriu no silêncio do beijo não ouvir o berro mudo.
ela, olha. encara. ri e chora. se assusta com o fato dele nunca ter entendido...que tudo que ela queria era um pouco menos de confusão, uma braço caloroso e uma pergunta que a fizesse dizer, 'me ajude'.
se revolta. nunca passou por isso antes. os anteriores a ele sempre entenderam o pq de um fim.
ele não tentou. e reagiu dando a outra face das suas costas.
ela desiste, se esconde em meio as páginas de canções sem sons. ouve o coração bater forte, canta a dor que não pode despejar em lágrimas.
não, não é por ele.
é por ela.
o pesadelo se aproxima. um passo mais rápido que o outro. o desespero aumenta.
ela vai conseguir se levar após esse baque?
ela se levantou após o último mortal choque?
deitada, face nas folhas, lágrimas vazias caem....

03 novembro 2007


é estranho.


quando tudo parece desabar, finalmente consigo cantar. deve ser um sinal que fiz ago certo...a incapacidade de cantar com o meu coração andava a me afligir ha muito tempo....

as pessoas ficam meio indignadas quando eu falo que não gosto da minha voz. mas, os meus motivos são meio simples... não gosto de cantar se o meu coração não esta em harmonia. e realmente acho que outras pessoas cantam muito melhor.


porem, hoje, pelo menos, eu posso cantar.

23 setembro 2007

-pq vc não confia em mim? pq tem medo de contar as coisas pra mim?

-pq eu cansei das falsas promessas que vc dá.